Pois é, nada melhor que um tradicionalismo daquela que é, para mim, a melhor liga de futebol do mundo para iniciar aquilo que desejo que seja uma regular e apreciada postagem neste blog desportivo.
Para os amantes de futebol mais distraídos (ou para aqueles que se preocupam mais com o futebol propriamente dito do que com estes preciosismos de cariz vocabular), o Boxing Day é aquela jornada da Premiership que se realiza no dia 26 de Dezembro e que, na opinião geral, abre as hostilidades no que a decisões sobre o vencedor do campeonato diz respeito.
E porquê um post sobre o boxing day?
Porque este ano ele nos trouxe algo de diferente, eu diria mesmo surpreendente. Falo, claro está, da liderança da Premiership pelo Manchester United, ou melhor, da não-liderança do Chelsea de José Mourinho, algo impensável no início da época dada a qualidade do plantel do clube londrino após o período de transferêcias.
E mais que a não-liderança do Chelsea (ou liderança do Man Utd, como preferirem) o Boxing Day veio colocar a nu fragilidades que há muito não se viam nas equipas lideradas pelo mediático técnico tuga. Defesa de papelão (completamente ressentida das ausências de Terry e Cech, onde apenas Ricardo Carvalho apresenta a consistência habitual e onde se verifica, agora, que a saída de Gallas não foi bem suprida), meio-campo lento e inoperante (como se se notassem, de um momento para o outro, os 34 anos de Makelele, onde a dupla Ballack-Lampard continua a não carborar apesar de este último manter a preponderância na construção de jogo e onde Essien, muitas vezes “atirado” para a linha defensiva, se assume como o único motor defensivo) e um ataque completamente DD (Drogba-Dependente, porque dos outros (leia-se Shevchenko) não há nada a dizer).
Com isto quero perguntar: onde está a capacidade que Mourinho demonstrou ter noutras épocas para gerir e motivar os seus plantéis mesmo tendo que lidar com ausências de vulto? Não estará o Chelsea a pagar um pouco pelo “galactismo” do início da época? Onde estão agora Shevchenko, Ballack e Ashley Cole? Na sombra de Drogba, Essien e do ausente Gallas?
Um caso a pensar por Mourinho porque o MU, esse, liderado pelo “ancião” Ferguson e, dentro do campo, por Cristiano Ronaldo, parece imparável para a conquista do título.
E os jogos que entretanto se seguiram deram-me razão..

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