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Saturday, December 23, 2006

Hollywood

Os meus caríssimos leitores devem estar a pensar, que o título desta minha crónica não é apropriado a este blog futebolístico. Após a leitura desta crónica vão ficar a perceber o porquê de “Hollywood”.
O futebol do séc. XXI é, sem a mínima dúvida, a “empresa” que gere mais capital no Mundo, daí, com toda a naturalidade, surgir a designação de desporto Rei.
Em quase todos os períodos de transferências, surgem contratações, envolvendo em muitas delas quantidades exorbitantes de dinheiro.
Sem mais rodeios, vou tentar ir directo ao tema que decidi debater nesta crónica. Para isso vou utilizar, no meu ponto de vista, o clube mais mediático da história do futebol. Falo sem dúvida no Real Madrid. Há cerca de dois/três anos este clube optou por uma politica de contratações, diferente de todas as outras e bastante inteligente. No meu ponto de vista, foi inteligente, porque todos os que são adeptos de futebol, gostam de ver na sua equipa, estrelas do futebol Mundial. Qual é o adepto que não sonharia, ver a sua equipa do coração, completamente recheada de nomes sonantes do futebol? Bem, foi essa ideia, que certamente o presidente do Real teve para agradar aos seus adeptos. Imaginem o que era, ao lerem um jornal desportivo observarem que o vosso clube tinha contratado o Figo? No dia a seguir, eufóricos com a notícia da recente contratação, iam novamente ler o jornal e reparavam que o vosso clube tinha contratado o Beckham?
E assim sucessivamente durante alguns dias? Pensam vocês…a pessoa que está a escrever a crónica, fala com se isso algum dia tivesse acontecido. Para vosso espanto, esta situação aconteceu mesmo. Foi a política de contratações adoptada por Florentino Perez, que visava contratar tudo o que fosse jogador de top para envergar a camisola do clube espanhol. Nos primeiros tempos, a euforia dominava em Espanha, junto aos adeptos do Real, mas, com o decorrer do campeonato, os resultados eram desastrosos, revelando o fracasso da política adoptada. Julgo que os jogadores não se esforçavam, excepto o jogador português Luis Figo, porque podiam sair lesionados e depois arruinavam a sessão de fotos e a de autógrafos que tinham agendado para esse dia.
A conclusão que se retira desta política de contratações é que o futebol, é um desporto e não um filme em que entram “estrelas de Hollywood”.É verdade que o clube enriquece a nível financeiro com estas contratações, dado que aumenta substancialmente a venda de artigos relacionados com o clube, mas por outro lado fracassa a nível desportivo, porque as estrelas não estão no clube para se esforçar, mas sim para enriquecerem ainda mais. Não faz mal a nenhum clube ter na sua formação, um, dois ou até três jogadores de top. Mas se o clube é formado, todo ele, por jogadores e top, é melhor esquecerem os resultados desportivos e dedicarem-se a ver um bom filme de Hollywood, dentro de um campo de futebol.

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